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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Born to die and to be alive again

Sabe quando você se encontra numa etapa da sua vida onde você perdeu o controle de tudo? É como se fosse outra pessoa vivendo tudo aquilo; você só ta lá assistindo e esperando a Season Finale.
Mas como a vida adora mostrar que ela feita de ironia e sarcasmo, acontece uma reviravolta e você consegue respirar de novo. Nasce de novo.

Acho que a maior qualidade do ser humano (além de conseguir digitar sem olhar para o teclado) é a de regenerar partes dele que morreram. Ele passa por um momento que lhe ocasiona uma perda de si próprio. Mesmo sabendo que depois daquilo ele nunca mais será o mesmo, ele regenera aquela parte e segue em frente.
Ou não.
Ele apenas segue com aquela parte faltando. Vai que ela cicatriza mais para frente.

Acho que deve ser por isso que algumas pessoas simplesmente aceitam que tudo tem um fim. Ela já morreram tantas vezes que sabem que de uma certa forma, ela renasce e começa tudo do zero (mesmo que seja para morrer novamente).

Então, que aceitemos isso. Toda vez que uma parte nossa morrer (ou morrermos por inteiro), saibamos que vamos renascer (mais cedo ou mais tarde).
Não seremos os mesmo, porém teremos uma chance de fazer a morte valer a pena.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Para você

"Eu sempre achei incrivelmente difícil falar sobre amor. Até porque acreditava que ele era demonstrado através de ações e você era a pessoa com o dom de falar a palavra certa quando eu já não sabia o que estava fazendo.
Deve ser por isso que nunca te disse nada, só te olhava.
Mas não se engane. Eu te amei e te amo muito.

Nunca vou esquecer a primeira vez que te vi; toda feliz e com os olhos brilhando porque tinha achado um livro na estante de uma livraria. O coitado teve sorte: estava lá, jogado e empoeirado; perdido num mar de 50 tons de cinza.
Olhei curioso, tentando ao máximo fingir interesse em um livro do Manoel Bandeira mas não consegui. Era mais forte do que eu.
Sua amiga chegou e perguntou você levaria um livro que estava quase caindo aos pedaços e que ninguém queria mais. Você, sem perder seu riso característico, disse: "Mas esse é o meu maior motivo de amá-lo. Ele só não encontrou a pessoa certa para levá-lo pra casa."
Depois disso, só rezei para te ver de novo.

Você é daquelas pessoas que mata com gentileza - o que me surpreendeu mais ainda, nesse mundo onde ficar em estado de alerta e não sentir nada viraram itens essenciais para sobreviver - e ama tudo o que a maioria detesta. E as defende com tanta paixão que nos sentimos compelidos a amá-los também, só para dividirmos com você essa empolgação.

Mesmo sabendo que essa carta jamais será lida por você, saiba que você me trouxe de volta a vida quando decidiu me amar e me fez querer ser uma pessoa melhor. Você viu potencial onde todo mundo só enxergava erros e eu só posso ser grato por isso.

E mesmo sabendo que jamais sentirei  o seu cheiro no meu travesseiro ou ouvir você abrindo a porta de casa (reclamando do trânsito e falando que vai abandonar tudo isso para morar no interior; o que nós dois sabíamos que não era verdade), toda vez que eu der risada por algo bobo ou ouvir sua música favorita, saberei que você está bem alí do meu lado."


quinta-feira, 19 de julho de 2012

"This is me happy"

Sempre que leio sobre a definição de felicidade, fico pensando sobre como deve ser sentir isso.
Alguns falam que felicidade é a família reunida, um passeio no parque, ver o pôr do sol; mas nunca falam qual é a sensação exata.
Acho que não da para definir. Deve ser como quando perguntam qual a sensação de ir nas montanhas russas do "Six Flags": só indo lá para saber.

Sempre tive uma certa inveja de quem parece sentir felicidade nas pequenas coisas da vida (a la Amelie Poulain). É como se eles sentissem felicidade 24 horas por dia, com qualquer coisa. Sem um mísero espaço para qualquer outro tipo de sentimento (raiva ou melancolia então, nem pensar!). É como se ser feliz fosse um item obrigatório para ser completo. Mesmo quando se está triste ou mais introspectivo, as pessoas já falam para você deixar isso de lado e ser feliz. Entendo que viver numa tristeza completa, sem perspectiva alguma não é a melhor coisa mas os momentos melancólicos e tristes também são necessários para a vida. Pra mim, são nesses momentos que parece que eu enxergo as coisas com clareza, que eu consigo realmente me olhar por dentro.
 E afinal, foram graças a esses momentos que nasceram as melhores músicas, os melhores livros, os melhores sonetos, os melhores filmes....

Acho que as pessoas estão tão viciadas nessa busca pela felicidade que ficaram anestesiadas. Felicidade deixou de ser um sentimento e passou a ser obrigação. Um must have it.

Minha dica é: quando chegar essa tristeza aconchegante, curte-a. Ela é como aquela menina estranha que todo mundo exclui na escola. Quando vocês conversam, você vê que ela é muito mais interessante que aquela It Girl que todo mundo ama.


"Tive um momento de imensa paz. Talvez a felicidade seja isto." (Virgínia Woolf)

 


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ajudem o Hugo!

Esse é o Hugo. É um cachorro mto animado, que gosta de brincar, é carinhoso e tb cuida da casa. Encontramos esse cãozinho perdido em frente ao parque Vila Lobos, ele estava de coleira mas não encontramos seu dono.
Se alguém tiver interesse em adotá-lo, favor entrar em contato pelo email monkeylab.design@gmail.com ;) #dog Raça Collie
+++ QUEM PUDER ME AJUDAR DIVULGANDO ESSA MENSAGEM, JÁ SERÁ DE GRANDE AJUDA ;)+++

domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães ♥

"Mama,just killed a man,
Put a gun against his head,
Pulled my trigger,now he's dead,
Mama,life had just begun,
But now I've gone and thrown it all away-
Mama ooo,
Didn't mean to make you cry-
If I'm not back again this time tomorrow-
Carry on,carry on,as if nothing really matters
(..)
Mama ooo- (any way the wind blows)
I don't want to die,
I sometimes wish I'd never been born at all!"
("Bohemian Rhapsody")

"But, mama, I'm in love with a criminal
And this type of love isn't rational, it's physical
Mamma, please don't cry, I will be all right
All reason aside, I just can't deny
I love that guy."
("Criminal")

"I come home in the morning light
My mother says when you're gonna live your life right
Oh mother dear we're not the fortunate ones
And girls they wanna have fun
Oh girls just wanna have fun"
("Girls Just Wanna Have Fun")

"I'm not gon compromise my Christianity
(I'm better than that)
You know I'm not gon diss you on the internet
Cause my mama taught me better than that!"
("Survivor")

"So mother, I thank you for all you've done and still do.
You got me, I got you,
Together we always pull through.
We always pull through
We always pull through,
Oh mother, oh mother, oh mother
" ("Oh Mother")

Mães: aquelas para quem vc pode contar que matou uma pessoa e que às vezes não queria nem ter nascido; que se apaixonou por um criminoso; que garotas só querem se divertir; que não sai por aí falando mal das pessoas pq ela te criou bem e que por tudo isso, vc agradece por tudo oq ela fez e continua fazendo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"You can choose the rain but I choose the sun"

 - Não gosto de Sol.
 - Por quê?
 - Sei lá. É tão....quente. Abafado. Sem falar que faz você se sentir obrigado a viver numa lifestyle de comercial de margarina: feliz e esvoaçante; sem nenhum problema a vista e perfeitamente maquiada mesmo que você tenha acabado de acordar.
 - Hm...não tinha pensado por esse ângulo.
 - E eu não entendo porquê associam "verão" com "Brasil", "pessoas felizes", "comercial de cerveja", "o mundo é perfeito"! Já cansei de levar um monte de olhares tortos por falar que prefiro o frio; que normalmente vem acompanhado com a fala "Mas é porque você nunca foi no trio do Chiclete com Banana! Isso sim é curtir o verão!".
 - O que você mais gosta no frio?
 - Ah...você pode dormir com o edredom numa boa; beber chocolate quente; pegar metrô e realmente apreciar o calor humano....mas o que eu mais amo é aquele clima típico de outono, sabe? Quando está Sol mas tem aquele vetinho frio?
 - Então..."Sol" e "Frio" podem se completar, mesmo sendo opostos?
 - É....acho que podem. Nunca tinha pensado por esse ângulo.
 - (dando uma risada) É engraçado como a algo que nunca pensamos que iríamos gostar acaba sendo essencial para tornar o que amamos em algo perfeito.
 - (rindo) Verdade.
 - Sorte a minha.
 - Por quê?
 - Eu gosto de Sol.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Fuck The Police!


 Eu tenho uma certa resistência em várias coisas: cortar carboidratos, Mac, saia bandage e por aí vai.
Mas a minha maior resistência é ser 100% certo (no sentindo "cortar absolutamente tudo o que é errado").
Calma, já explico melhor (e deixo claro que nada tem a ver com canibalismo ou práticas do gênero).

Todos nós queremos evoluir, ser um ser humano melhor e bem resolvido. Mas ultimamente parece que isso deixou de ser uma busca prazerosa e virou uma questão obrigatória na vida de todo mundo.
Perdi a conta de quantos manuais de "10 coisas para ter uma vida melhor e feliz" foram divulgados por aí.
Agora, fica terminantemente proibido comer carne vermelha, usar carros que não forem híbridos, dormir com o cara no primeiro encontro, alisar o cabelo ou consumir alimentos com gordura trans.
E se já não bastasse esse bombardeio de notícias, contamos ainda com amigos e parentes querendo a qualquer custo te "converter" ao novo life style (seja mandando links sobre o assunto, te ligando para você ver aqueeela reportagem sobre como viver a base de luz e emagrecer 20 kilos em 1 semana ou mandando chocolates com gosto de nicotina para fazer você parar de fumar.)

Eu acho que na vida nós precisamos de um vilão ou dois.
Sim! Precisamos de momentos em que, mesmo sabendo que determinada coisa nos fará "mal", vamos lá e fazemos mesmo assim! E devemos ter o direito de assumir os erros que virão disso. Afinal, fomos nós que escolhemos.
Andar em linha reta o tempo (sem chance de nenhuma curva) é muito cansativo - pra não dizer artificial e impossível!

Se cairmos, ok.
Pelo menos isso dará bons assuntos na mesa do bar e na sua futura biografia.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Call Security!

Em um certo momento da vida (ou em vários) a gente sabe exatamente o que quer fazer (ou tem uma vaga ideia à respeito). Porém, algo em nós mesmos acaba nos brecando e nos impede de se jogar sem pensar duas vezes: segurança.
Seja ela emocional ou não, a gente sempre busca uma segurança na vida: como se fosse uma rede de proteção que nos impeça de se espatifar no chão no caso do pulo não ser como a gente planejou.
Pois bem, bolamos planos para obter essa segurança: conseguimos um emprego estável (que não é exatamente o que sonhamos mas tem um salário relativamente bom), compramos um apartamento,carro e aí vem a decisão: "Pronto! Agora posso relaxar e só fazer o que quero."
Mas aí descobre-se que a segurança que você buscava subiu um poucos os padrões e você ainda não se sente segura o suficiente.

Exatamente que tipo de segurança nós buscamos em nossas vidas? Haverá uma hora em nos sentiremos seguros de fato ou isso é apenas uma ilusão (que serve para nós irmos levando a vida,até ver onde dá?)

Talvez a solução é não dar um peso tão grande para cada decisão que tomamos; não fazer de cada ato algo impossível de ser reparado.

Talvez segurança de mais acaba gerando o efeito contrário: nos blindamos não contra os males que acabam ocorrendo mas sim, contra a vida em si.

domingo, 14 de agosto de 2011

Com bacon, por favor.

Não é de hoje que ser 100% natural (seja no sentido "só como quinoa" ou no sentido "vivo de luz e ainda tento fazer fotossíntese") virou praticamente uma lifestyle obrigatória na vida das pessoas. Na verdade, é quase uma religião.
Sim, uma religião.
Antes, nós tínhamos receio em proclamar para o mundo a fora que nós não acreditávamos em Deus (o que,ocasionalmente, levava à olhares de desagrado, provavelmente com sua mãe se levantando para pegar a Bíblia e em seguida, uma longa conversa sobre o sentido da vida e suas consequências - que tinha a mesma duração do Apocalipse). Hoje,se você dizer "Sim,eu quero uma pizza com muito Bacon, por favor."...PAVOR!CENSURA!PÂNICO! O que ocasionalmente leva a uma palestra sobre os males da comida industrializada, animais em extinção e ainda um convite para visitar um matadouro (só para você ver ao vivo como é o negócio!)

Vamos ser francos: o mundo está um caos. Mas pregar o "natural lifestye" como uma religião fervorosa não ajuda em nada (na verdade,só te faz um péssimo marketeiro - porque ninguém gosta de ser forçado à ser/fazer algo que não quer). Então, o mínimo que se deve ter é respeito com a opinião de cada um e pronto. Acredite, vai ser bem menos estressante conviver em um ambiente assim e todos poderão comer em paz (sem nabos e carnes sendo jogados um contra os outros).

Então,dito isso, darei o meu ponto de vista sobre o assunto:

Tabacos são naturais, Prozac não. Terremotos são naturais, televisão não. Quinoa é natural, Big Mac não. Soja é natural, Cola-Cola não. Praias de nudismo são naturais, a nova coleção da Gucci não. Bolsa de palha é natural, uma Birkin Bag não. Cereias são naturais, Nutella não.

É isso.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mudo de assunto, gosto do azul.

Não sei vocês mas se tem uma arte que eu domino é procrastinação (e a de mudar de ideia constantemente).
Hoje mesmo: passei o dia inteiro pensando "Tenho uma ideia genial para um texto. Vou publicar no blog, sem falta!" mas aí eu acabei me empolgando vendo vários episódios de Gilmore Girls mas aí, lembrei que tinha que arrumar o quarto (e pensei "Será que o texto não vai pra frente por causa do Feng Shui?") só que eu também lembrei que tinha que ler um livro para a faculdade (o que automaticamente me levou a difícil tarefa de decidir se deveria ler esse livro ou o que eu peguei no CCSP pela milésima vez mas ainda não terminei), o que acabou me levando a postar fotos dos Simpsons no Tumblr (e que, naturalmente, me fez lembrar que eu não tinha terminado de baixar a 2 temporada da série) e...bem,deu pra entender o ritmo né?

Aliás,falando em Gilmore Girls, uma cena que ilustra em bem isso é quando a Lorelai explica porquê ela não pode escrever uma carta:



"My brain is a wild jungle full of scary gibberish. I'm writing a letter, I can't write a letter, why can't I write a letter? I'm wearing a green dress, I wish I was wearing my blue dress, my blue dress is at the cleaners. The Germans wore gray, you wore blue, 'Casablanca' is such a good movie. Casablanca, the White House, Bush. Why don't I drive a hybrid car? I should really drive a hybrid car. I should really take my bicycle to work. Bicycle, unicycle, unitard. Hockey puck, rattlesnake, monkey, monkey, underpants!"

Mas...o que eu tava falando mesmo?

Ah! Na verdade,eu não lembro exatemente qual era o texto genial que eu iria postar mas, ok. Foi bom dividir isso com vocês e meu eu-lírico (já que piscólogo ta caro e eu não tenho Prozac em casa).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Expectativas

Não sei você mas eu tenho uma teoria de que quanto mais expectativas a gente tem sobre algo ou alguém, mas a gente se decepciona. Não sei, acho que a expectativa é tanto de que algo dê certo ou de que a pessoa haja da forma que a gente espera que no final, nada disso acontece e nos decepcionamos.
E a ironia da vida ainda nos surpreende com um plus: quando algo que nós nem tínhamos tanta expectativa,acontece e tudo acaba dando certo (acho que isso ocorre só pra vida nos mostrar Who Is The Boss).

Acho que devemos ficar ok com tudo que acontece ou não. E levar como algo que se acontecer, beleza. Se não, beleza também. Não esperar algo em troca, sabe?

É isso.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

I'm a free bitch, baby!

Eu tinha um sério problema com memória: todas as coisas ruins que aconteceram comigo ficavam guardadas no meu córtex para depois, serem lembradas e sofridas.
E o plus nisso é que elas eram lembradas exatamente quando eu estava feliz e despreocupada. Como se fosse um lembrete que,agora que eu estava feliz e sem preocupações,algo ruim poderia acontecer e eu voltaria para o meu estágio de "Moço, tem Prozac?". Sim, eu sei que parece loucura mas pra mim, fazia sentido. Na verdade, mais sentido ainda quando meu professor de História disse uma vez que "quando estamos no apogeu da nossa vida,não há mais para onde ir a não ser para baixo". Isso só piorou porque quando eu estava triste, pensava "Bem, daqui não tem como piorar né?". Era aquilo tipo de tristeza que te reconforta sabe?
Pois bem, passado um bom tempo vi que isso tava virando paranóia mas não sabia como resolvê-lo. Até que li em um lugar que devemos ter em mente que a alegria é passageira (que hoje posso estar alegre mas amanhã posso estar triste e por aí vai) e que devemos simplesmente aceitar e lidar com isso, em vez de ficar com aquele sentimento de obrigação em ser feliz o tempo todo e praticamente desmoronar quando um mínimo de tristeza aparece.
Aquilo foi libertador pra mim (meio Paulo Coelho, mas muito libertador!) e devo dizer que por enquanto,tem funcionado. Me sinto bem mais leve sem aquele peso quando a tristeza chega.
Até desenvolvi um ritual para quando ela chega: deixo ela entrar em casa, sirvo leite e biscoitos e ficamos sentadas no sofá até ela decidir que seria mais útil para Nietzsche do que para mim e vai embora.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dream a Little Dream Of Me

Quando eu era criança, tinha o sonho clássico de ser veterinária. E como muitos, pensava que só iria tratar de cachorros e gatos (e se possível, todos eles seriam filhotes). Porém, meu pai me avisou que eu teria que tratar e animais em geral (leões,ornitorrincos...o que aparecesse) e assim, isso logo perdeu lugar para meu novo sonho: ser paquita no programa da Xuxa.
Sim, passava longas manhãs de sábado assistindo "Xuxa Parque" e reparando em casa movimento que as paquitas faziam (e nem preciso falar que quando houve a competição para saber quem seria a próxima paquita, quis morrer porque não estava lá concorrendo.).
Passaram alguns anos e eu acabei deixando esse sonho de lado. Acabei criando outro: ser cantora (isso veio junto com a descoberta da MTV, Backstreet Boys, Christina Aguilera e Britney Spears). Praticamente decorei todas as coreografias das músicas e assistia religiosamente Disk MTV e Top 20 (e aí se um dos artistas acima não estivessem em primeiro lugar). Ah! Esse sonho também englobava ser namorada do Brian Littrell!
Passaram alguns meses e isso mudou para versão 2.0: ainda queria ser cantora mas agora seria uma versão menos pop. Sim,foi aí que surgiu minha idolatria pela Avril Lavigne (que dura até hoje viu?). Comprava praticamente tudo que tinha ela na capa, comecei a usar só preto e roupas largadas (combinadas estrategicamente com munhequeiras,gravatas e lápis de olho preto) e ouso dizer que ainda tentei andar de skate (o que deu muito errado!).
Porém, para as graças da minha mãe, parei com isso. Mas depois que assisti "Moulin Rouge", minha vida mudou drasticamente para outro sonho: ser atriz de musicais.
Basicamente passei 2 anos obcecada por esse filme e por outros musicais que acabei conhecendo. Tentava descobrir ao máximo toda a biografia das atrizes Sara Sarres e Kiara Sasso e quis morrer quando descobri que elas estavam anos luz na minha frente! Mas devo dizer que pelo menos dessa vez, esse sonho trouxe alguns frutos: participei de um grupo de teatro (e ainda apresentamos uma peça no final!), fiz um teste para o musical "Miss Saigon" (onde fui rejeitada logo de cara mas hey, pelo menos consegui pisar no palco sagrado do Teatro Abril!) e ainda participei de 2 montagens com um pessoal tão obcecado por musicais quanto eu (sim, nós éramos o "Glee Club"  do colégio antes mesmo disso virar moda!): Miss Saigon (com direito a várias dançarinas,barulho de helicóptero descendo em Saigon e dueto com a minha amiga diva e talentosa,Paula!) e claro, Moulin Rouge (com direito a entrada de  "Lady Marmelade" e a clássica cena no Elefante - o que,basicamente, consistia em uma luz vermelha, eu no papel da Satine vestindo um espartilho,micro short e meia arrastão, Julio Oliveira - sim! Ele mesmo! - no papel do Christian - , aplausos e gritos de "Gostosos!" e "Beija Logo!").

Pois bem, com isso veio o fim do Ensino Médio e a entrada na faculdade. Alguns sonhos ainda duram (não com a mesma intensidade de antes mas ainda estão lá) e muitas coisas passaram.

Porém, tenho um grande sonho que irá durar por muito tempo:
ser livre.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cair e levantar

Eu admiro muitas pessoas (seja pela sua incrível capacidade de calcular números de cabeça ou pelo seu incrível metabolismo de comer muito e não engordar) mas o que eu admiro mesmo são as pessoas que conseguem cair feio (praticamente chegar ao fundo do poço) e apesar de todos os males e de todas as pessoas usarem isso como uma forma de se alegrarem (afinal, não são elas que estão na pior), conseguem se levantar e ainda ver o acontecido como uma experiência necessária para seu crescimento.

Eu mesma já fiz muita cagada na vida e já caí feio (aliás,ainda acho que estou no chão,criando coragem e disposição para levantar) mas quando sabemos mesmo que estamos no fundo do poço? Ou quando sabemos que chegou a hora de levantar (e, o mais importante, como fazer isso?)
Afinal, chega um momento em que depois de tantas decepções e tanto sofrimento, a bagagem emocional fica um tanto pesada e você não vê motivo para levantar (afinal, daqui a pouco você cair de novo,certo?).

Madonna já disse "I've been popular and unpopular successful and unsuccessful loved and loathed and I know how meaningless it all is. Therefore I feel free to take whatever risks I want." e para ser sincera,concordo. 
Acho que no final das contas, todos os tropicões valeram a pena.
Porque você já sabe como é estar lá embaixo e o melhor: sabe o caminho para subir novamente.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Free to be you and me

Marlo Thomas sabia o que estava falando quando proclamou essas sábias palavras 30 anos atrás.
Já disse aqui que muitas vezes nossas vidas são "programadas" pelos outros. E que acabamos vivendo as expectativas dos outros sobre nós mesmas.
Conversando com uma amiga minha (que eu juro,não é imaginária!), que passa pelo mesmo problema,descobrimos a solução: se impor.
Quem lê isso,pensa "sério? agora me fala algo que eu não sei." mas calma que tem mais coisa envolvida nessa solução.
Muitas vezes,quando nos deparamos com um problema,sabemos exatamente o que deve ser feito mas mesmo assim, hexitamos. Queremos primeiro confirmar com nosso gurus (aka "amigos") o que devemos mesmo fazer. Se a resposta bater com o que pensamos, bingo! É isso! Você é um gênio e deveria ter um program de auditório estilo "Casos de Família". Se não,então o problema é pior do que você pensava e provavelmente envolverá lágrimas e Prozac.
Pois é,tudo isso tem a ver com a questão de se impor. Você sabe exatamente o que quer mas por temer a decepção dos outros,acaba levando a vida sobre a ótica do outro e espera por um santo dia em que poderá tocar o "fuck off" ao som do "Dog Days Are Over" (pelo menos,é essa a minha visão do futuro).
Enquanto esse dia não chega, o que devamos fazer? Pois bem,conversando com a minha amiga,desobrimos a solução: se impor.
É,infelizmente é essa mesmo. E eu, que quase nunca consegui impor algo na minha vida, digo que deve-se mesmo fazer isso e "bancar" as reclamações alheias. Porque só assim poderemos sentir a melhor sensação que existe: a de se livrar de uma obrigação.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Reality x Expectations


Já teve a sensação que toda a sua vida já veio planejada antes mesmo de você realmente vivê-la.
Por exemplo, quando você  se forma no Ensino Médio e sua única decisão é que quer prestar vestibular para Astronomia, seus pais lhe informa que você vai prestar Direito e continuar com o escritório do seu pai.
Sabe-se lá porquê,você topa e segue com os planos dos seus pais.No meio do caminho,você descobre que novos planos já foram feitos e você terá que prestar Contabilidade e seguir com os dois cursos. Afinal, "você não quer viver de ar né?".
Pare para pensar: a vida toda as pessoas seguem com esse peso (= expectativas que os outros tem sobre você). E,quanto mais você envelhece,mais essas expectativas aumentam. Consequentemente, mais você se decepciona e assim,deixa de fazer o que você quer.
E o que mais nos espanta: alguma parte desse "peso" vem de você mesma (que não esperava estar nessa situação a essa altura da vida.)
Mesmo sabendo que está tudo errado e que você se sente infeliz,ouvimos aquela famosa frase "Não,já cheguei até aqui. Quando eu estiver estabilizada,farei tudo o que quiser".
E esse dia chega?


A questão é: quando deixamos de fazer o que as pessoas esperam que nós façamos? Quando chegaremos na parte em que finalmente faremos o que nós queremos?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nada

Já sentiu aquela inquietação? Normalmente vem no final da tarde.
Ta tudo certo (não há problemas ou conflitos) mas mesmo assim você sente uma inquietação; quase uma "culpa" por estar fazendo o que a maioria prega como uma pegado: nada.
Não sei vocês mas eu já fui (e sou ainda) recriminada por não fazer nada.
Mesmo quando me telefonam e fazem a pergunta infame "Ta fazendo o quê?", nunca sei bem o que responder.Se respondo a verdade (ou seja,nada) é quase certo que levarei um sermão e ouvirei "Mas sempre tem coisas para fazer". Ou,pior: "Você não vai na academia?!"; mas isso é assunto para outro post.
Férias agora virou sinônimo de "Fazer tudo o que não foi feito durante o ano passado".
O meu ponto é: por quê hoje em dia devemos ter hora marcada para fazer nada? Devemos ter um planejamento.Só poderemos fazer nada se antes disso tivermos lavado a louça,arrumado a casa e correr na esteira durante 1 hora.
E o pior: por quê nos deixamos envolver nessa neurose e ainda nos sentimos culpados se não fizermos nada durante o dia inteiro?

Por mais dias de ócio!
Mais dias em que possamos fazer o que fazemos de melhor: nada.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ás de Espadas


Ás de Espadas

Rompendo com a estagnação
É chegado o momento, Kelly, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.

Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chega uma hora em nossas vidas que certas coisas mudam de intensidade.
Um tombo,por exemplo.
Quando você é uma criança,um tombo não faz muita diferença.Você cai,chora um pouco,sua mãe da um beijinho e diz que vai passar e pronto.Lá está você,em pé novamente.
Mas quando você cresce,um tombo deixa de ser apenas físico.
As cicatrizes agora são visíveis apenas para você.E ficar em pé não é tão fácil quanto antigamente.
Até que chega uma hora que você se cansa de cair e decidi ficar sentada no chão.
Sem previsão para levantar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Old" is the new "New"


 Ultimamente tenho a sensação de que estou envelhecendo mais rápido.Não no sentido "Benjamin Button" mas sim no sentido que estou fazendo coisas que não fazia um tempo atrás.
Pode parecer dramático o que vou falar agora mas é uma verdade (pelo menos,para mim): depois dos 15 anos,o tempo voa e você nem sabe como.Eu culpo o vestibular e a descoberta de coisas como "log de 10 na base 20" que serão muito úteis na sua vida (principalmente na hora que criar posts reclamando sobre sua vida no Ensino Médio).
Pois bem, além disso,tenho dormido mais do deveria (na verdade,mais do que dormia quando tinha 15 anos).
Aos 15,não importava a hora em que eu dormia,acordava sempre às 9:30 da manhã.E ainda assistia Bob Esponja.
Hoje,aos 20 anos,acordo ao 12:00 (com sorte) e o máximo que consigo assistir na tv é Chaves.
E nem posso culpar a faculdade porque isso acontece até quando não tenho aula no dia seguinte.
Palavras como "balada","tequila" ou "Mtv" são facilmente trocadas por "internet","café" e "Discovery Chanel".

Agora,a prova cabal de que você não está só envelhecendo mas que algo pior do que isso está acontecendo é essa:
Se você já falou para alguém "Na sua idade eu já trabalhava,cuidava da minha própria casa e dos filhos da vizinha e nas horas vagas ainda tentava descobrir a cura da Aids" ou "Você acha que dinheiro nasce em árvore?" ou até "No meu tempo não era assim",é com muito cuidado que devo lhe informar:
Você está se transformando nos seus pais.