quinta-feira, 11 de junho de 2009

In the name of love

12 de junho é um marco histórico por vários motivos:
12 de junho de 1964 - Nelson Mandela é condenado à prisão perpétua
12 de junho de 1934 -Cuba adota uma nova constituição
12 de junho de 2000 -O ônibus da linha 174 é sequestrado por Sandro Barbosa do Nascimento
Enfim,12 de junho foi marcado por diversos acontecimentos históricos.
Ah é!Estava esquecendo:
12 de junho de 1935 -Fim da guerra do Chaco(BolíviaxParaguai)

Ok.
12 de junho -Dias dos Sadomazoquistas(digo,Namorados!)

O conceito "romance" mudou muito durante os tempos.
No passado(antes do Créu e a da novela das 8 existirem),o amor era muito valorizado.
Sentia-se em tamanho exagerado e era muitas vezes demonstrado através de cartas(descrevendo a tristeza pela distância graças à guerra ou alguma doença "mortal")ou canções.

Carta de Napoleão Bonaparte para Josefina:

“Não passo um dia sem te desejar, nem uma noite sem te apertar, nos meus braços; não tomo uma chávena de chá sem amaldiçoar a glória e a ambição que me mantêm afastado da vida da minha vida. No meio das mais sérias tarefas, enquanto percorro o campo à frente das tropas, só a minha adorada Josefina me ocupa o espírito e coração, absorvendo-o por completo o pensamento. Se me afasto de ti com a rapidez da torrente de Ródano, é para tornar a ver-te o mais cedo possível. Se me levanto a meio da noite para trabalhar, é no intuito de abreviar a tua vinda, minha amada.

E no entanto, na tua carta de 23, tratas-me na terceira pessoa, por Senhor! Que mazinha! Como pudeste escrever-me uma carta tão fria? E depois, entre 23 e 26 medeiam quase quatro dias: que andaste tu a fazer, porque não escreveste a teu marido?... Ah, minha amiga, aquele tratamento do “senhor” e os quatro dias de silêncio levam-me a recordar com saudade a minha antiga indiferença. (…) Isto é pior que todos os suplícios do Inferno. Se logo deixaste de me tratar por tu, que será então dentro de quinze dias?! Sinto uma profunda tristeza, e assusta-me verificar a que ponto está rendido o meu coração. Já me queres menos, um dia deixarás de me querer completamente; mas avisa-me, então. Saberei merecer a felicidade…

Adeus, mulher, tormento, felicidade, esperança da minha vida, que eu amo, que eu temo, que me inspira os sentimentos mais ternos e naturais, tanto como me provoca os ímpetos mais vulcânicos do que o trovão. Não te peço amor eterno nem fidelidade, apenas a verdade e uma franqueza sem limites. No dia em que disseres: “Quero-te menos”, será o último dia do amor. Se o meu coração atingisse a baixeza de poder continuar a amar sem ser amado, trincá-lo-ia com os dentes.

Josefina: lembra-te do que te disse algumas vezes: a natureza faz-me a alma forte e decidida. A ti, fez-te de rendas e de tule? Deixaste ou não de me querer? Perdão, amor da minha vida. A minha alma está neste momento dividida em várias direcções e combinações, e o coração, só em ti ocupado, enche-se de receios…
Enfada-me não te chamar pelo teu nome, mas espero que sejas tu a escrevê-lo.
Adeus. Ah, se me amas menos, é porque nunca me amaste. Tornar-me-ias então digno de lástima.


Napoleão

P.S. – A guerra este ano está irreconhecível. Mandei distribuir carne, pão, e forragens à minha cavalaria prestes a pôr-se em marcha. Os soldados patenteiam-me tal confiança que não tenho palavras para descrever-te. Só tu me causas desgostos. Só tu, alegria e tormento da minha vida. Um beijo aos teus filhos, de quem não me dás notícias. Ai, não! – levar-te-ia a escrever o dobro, e as visitas das dez da manhã não teriam o prazer de ter ver. Mulher!!!


Nos dias de hoje,esse conceito mudou.
É considerado romântico cederem um lugar no ônibus ou no metrô.
Trocamos poemas por sarcasmo.
Flores por uma cervejada no bar mais próximo.
Canções por Nx Zero.
Mas o sexo continua(nem sempre com o mesmo propósito mas enfim.).
Porém,devo deixar claro que não somos totalmente alérgicos à ele.
Amor vicia.
Mesmo que tenha durado 2 meses ou 4 anos.
Não importa.
Quando acaba,nos sentimos desprotegidos.Sozinhos.Começando do zero(apenas com nós mesmos e talvez um cachorro à tira colo).

Reclamamos muito do amor.
Dizemos que ele não serve para nada,que só nos faz sofrer, gastar dinheiro e que o sexo nem era tão bom assim.
Brigamos com nossos amados por motivos essenciais e de muita importância,como por que ele não ajudou a lavar a louça;por que ela usou mini saia para ir ao shopping;por que fulana deixou um scrap mandando "um bjão" no orkut dele;por que ela vive fuçando no orkut dele.
Vocês fazem a pazes mas semana que vem tem mais.

Idealizamos muito o amor.
E muitas vezes,o modelo "evito-de-qualquer-jeito" aparece e quem diria.
Aí estão vocês juntos.

Mas não importa.
Apesar dos pesares(e sim,o amor nos deixa meio clichê),continuamos com ele e em busca dele.
Sempre

É.
Acho que não somos tão alérgicos ao amor.
Só estamos muito desconfiados à respeito.

"In the name of love
One night in the name of love"





ps:Dedico esse post à todas pessoas apaixonadas pela vida,antes de tudo.Mas especialmente à minha amiga Gabriela,que sempre acredita no amor.
pps:carta de Napoleão para Josefina

2 comentários:

Anônimo disse...

Voce como sempre me surpreendendo!!
Olhaa...te falo isso não é de hoje...vc tem uma sensibilidade muito grande para escrever sobre o assunto que for! Esse..assim como outros post seus..me fez pensar nesse tema tão discutido né...o amor...muito dificil mesmo...e eu tenho q te da parabéns por mais uma vez conseguir escrever taao...abertamente sobre um assunto taao dificil!!!
Já disse q vc tem q ser jornalista!!! nao abra mao desse seu tom viu meninaaa...
Adoooro vc viu
sempre sempre estarei aqui!!!
Beeeijo..e um ....fica a sua escolha!!! hahaha

Cherrie disse...

Lindo Post! Amei a bronca sobre as "briguinhas à toa".
Beijo!
http://catyfairy.blogspot.com/